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terça-feira, 10 de julho de 2012

Aeroporto de Joinville, 30 Anos de Operação Comercial Com Jatos


Parte V - O Futuro

A nova década iniciou uma nova fase de crescimento no aeroporto de Joinville. Quatro empresas passaram a operar no terminal, aumentando a concorrência e permitindo mais opções aos usuários. Essa concorrência fez com que o movimento operacional atingisse um recorde em 2011, chegando a mais de 480 mil passageiros. A sala de embarque precisou ser ampliada rapidamente e já funciona desde o início do primeiro semestre de 2011. Como consequência do aumento da demanda, a Infraero iniciou um projeto de ampliação da pista, pátio, taxiways, terminal de carga e prédio de brigada de incêndio. O projeto está na fase de negociação com os proprietários de terras e até o final do ano já espera-se iniciar as primeiras desapropriações. Também está em andamento a obra de infraestrutura do ILS que estará concluída ainda neste semestre. Depois de concluída, o Decea deverá iniciar a instalação e mais tarde a FAB deverá fazer a calibração e homologação deste equipamento.
Nos primeiros meses de 2012 o número de passageiros embarcados e desembarcados no aeroporto já superou o número de 2011 no mesmo período. Por outro lado, as empresas estão reduzindo o número voos, induzindo uma queda no movimento. Nos próximos dias a Infraero deverá disponibilizar os números do primeiro semestre de 2012. A média de passageiros neste semestre está em 37.500 por mês e o movimento acumulado nos últimos doze meses está em 483.177 passageiros.
Espera-se que com o funcionamento do ILS as empresas voltem a disponibilizar mais voos o movimento volte a aumentar. Também espera-se que todas estas obras estejam concluídas até a copa do mundo.

Joinville Spotting

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Aeroporto de Joinville, 30 Anos de Operação Comercial Com Jatos


Parte IV - A Década Perdida

Um novo século, uma nova década, mas uma nova crise levaria este período a ser conhecido como a década perdida. A crise começou com um desequilíbrio econômico no oriente e encerrou com o atentado ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001, mas os efeitos se prolongariam por toda a década. Vasp, Cruzeiro, Transbrasil e Varig, empresas nacionais que dominavam o mercado até meados da década de noventa, sucumbiram a esta crise.  Isto fez com que o aeroporto de Joinville, que antes tinha uma variedade de empresas e destinos, ficasse restrito a apenas duas empresas no início da década: A Tam e a Varig, que chegaram a trabalhar conjuntamente, o que levou uma empresa ou outra a deixar de operar por um tempo.  Houve a redução da oferta e como consequência, redução da procura. A Ocean Air chegou a operar alguns voos em Joinville mas desistiu depois de algum tempo.
Quando a Varig encontrava-se diante da falência a empresa desistiu de operar em Joinville, depois de várias décadas de fidelidade. No mesmo ano passava a operar em Joinville uma nova empresa com um novo conceito que estava revolucionando o transporte aéreo no Brasil desde sua estreia em 2001. Esta empresa era a Gol.


Boeing 737-700 da Gol PR-GOL (Joinville Spotting)


Em 2004 foi inaugurado o novo terminal de passageiros do aeroporto de Joinville,



Terminal de Passageiros  (Assessoria de Imprensa Infraero)

mas aquele ano foi o segundo menor em movimento de passageiros naquela década. A concorrência da Gol, no entanto, fez com que a Tam voltasse a oferecer mais voos, retornando com os Airbus A319/A320 que estavam sumidos há algum tempo. Isso fez com que o movimento de passageiros no ano de 2005 aumentasse quase 60% superando 300 mil passageiros.


Airbus A-319 da Tam PR-MBV (Joinville Spotting)

A partir daí as empresas passaram a exigir mais comodidade às operações, como a instalação de um ILS, tornando voos cancelados e alternados em algo corriqueiro, fazendo com que o movimento do aeroporto entrasse em queda.
O crescimento ficou estagnado até 2010 quando a Trip



ATR42-500 da Trip PR-TKB  (Joinville Spotting)

e depois a Azul passaram a operar em Joinville e gerar concorrência. Naquele ano o movimento de passageiros aumentou em quase 40%, fechando o ano em 289 mil passageiros, o segundo mais movimentado da história do aeroporto até aquela data.


ATR72-600 da Azul PR-ATB  (Joinville Spotting)



Gilson da Silveira


Joinville Spotting

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Aeroporto de Joinville, 30 Anos de Operação Comercial Com Jatos


Parte III - A Era do Crescimento

Durante os anos 90, algumas empresas regionais tiveram um crescimento excepcional e acabaram tornando-se empresas nacionais, deixando um espaço que permitiu o surgimento de novas empresas regionais. No primeiro caso destacaram-se Tam e Rio-Sul e no segundo caso InterBrasil Star, Trip, Passaredo e OceanAir, que hoje é conhecida como Avianca Brasil. Esse crescimento deveu-se em parte ao sucesso do plano Real que trouxe de volta estabilidade e crescimento ao país. Tam e Rio-Sul iniciaram uma acirrada concorrência.

Na primeira metade da década a Tam estendeu seus voos para o sul, incluindo Joinville, e passou a ter em sua frota pela primeira vez uma aeronave a jato, o Fokker-100. Em 1997 a Tam, Táxi Aéreo Marília, passou a denominar-se Tam, Transportes Aéreos Meridionais, que se tornaria uma empresa nacional e mais tarde internacional. O voo inaugural da nova empresa cumpriu a etapa Guarulhos/Joinville/Florianópolis contando com a presença dos diretores da empresa, do então presidente Rolim Adolfo Amaro e demais integrantes da empresa.
Fokker-100 da Tam (acervo Joinville Spotting)
Como resposta ao Fokker-100, a Rio-Sul adquiriu os novos Boeing 737-500 em 1994, passando a oferecer no mesmo ano três frequências diárias para Joinville com o novo equipamento além dos outros voos que a empresa já fazia com os Fokker 50 e EMB-120 Brasília. Mais tarde a Rio-Sul operaria novos voos ligando Joinville a Brasília com os ERJ-145, apelidados na empresa de “Jet Class”.
Boeing 737-500 da Rio-Sul (acervo Joinville Spotting)
A Transbrasil, que em 1976 havia criado a regional Nordeste com aeronaves EMB-110 Bandeirante, criava em 1994 uma nova empresa regional, desta vez com a aeronave EMB-120 Brasília. Era a Interbrasil Star, que serviria de alimentadora aos voos da Transbrasil. A empresa passou a operar em Joinville em 1996 com três frequências diárias entre Guarulhos, Joinville e Navegantes. Em 1999 a empresa passou a oferecer uma nova opção ligando São Paulo, Joinville e Porto Alegre diariamente com uma aeronave Boeing 737-300 da Transbrasil. Com as aeronaves da Transbrasil operando por aqui, a Vasp seria a única das quatro empresas maiores que não operava em Joinville.
Emb-120 Brasília da Interbrasil Star (acervo Jetsite)
No início de 1999 outra empresa mostrava interesse em operar voos por aqui. Era a Passaredo, que havia solicitado um voo ligando Ribeirão Preto, Campinas, Joinville, Florianópolis, Caçador, Foz do Iguaçu e Corrientes, na Argentina, com um ATR-42, sendo a primeira ligação internacional em Joinville. A empresa, porém, desistiu de operar aquele voo, pois estava entrando em uma crise que a levaria a uma paralisação mais tarde.

ATR-42 da Passaredo (acervo Jetsite)
O grande crescimento na movimentação do aeroporto levou a Infraero a instalar em 1998 um novo auxílio a navegação. Um VOR Doppler que seria homologado no ano seguinte. A Infraero também iniciou nesse ano o projeto de ampliação do terminal de passageiros do aeroporto que seria executado nos anos seguintes.

Joinville Spotting

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Aeroporto de Joinville, 30 Anos de Operação Comercial Com Jatos


Parte II - A Era do Jato



Acervo Joinville Spotting


 Os anos oitenta chegaram e junto com eles chegaram os jatos. Esta década foi marcada pelo crescimento das empresas aéreas regionais e o estabelecimento das nacionais. Com a adequação do aeroporto de Joinville à operação de aeronaves a jato, em 9 de Março de 1982 a Varig retomava as operações que estavam suspensas desde o final da década anterior. Os voos ligavam Joinville a São Paulo com uma frequência diária e eram divididos em três voos diferentes e não diários. São Paulo, Curitiba, Joinville, Curitiba e São Paulo era operado às quartas e sábados. São Paulo, Joinville, Navegantes e São Paulo era operado às terças, sextas e domingos. São Paulo, Joinville, Florianópolis, Porto Alegre, Florianópolis, Joinville e São Paulo era operado às segundas e quintas. Este último voo seria estendido ao Rio de Janeiro a partir de 1985. Muitas vezes estes voos eram operados por aeronaves Boeing 737-200 da Cruzeiro e em outras poucas oportunidades a aeronave utilizada era o Boeing 727-100, também da Cruzeiro.
 


Helio Bastos Salmon via Airplante Pictures
Helio Bastos Salmon via Airplante Pictures

No início de 1983 a Rio-Sul também voltaria a atender Joinville, mas desta vez com seus Fokker F-27 recentemente adquiridos. Os novos voos cumpriam a linha São Paulo, Joinville, Navegantes, Criciúma, Porto Alegre e volta. Os voos eram diários e saíam de São Paulo às 8h30 e de Porto Alegre às 14h00. Esta linha seria recriada em 2010 pela Trip com algumas modificações e operando aeronaves ATR-42. A segunda metade da década foi de estagnação devido a uma série de planos econômicos fracassados que tiveram seu efeito prolongado até o início da década seguinte.


Foto sem créditos. Retirada do site http://www.aussieairliners.org


Gilson da Silveira

Joinville Spotting

sexta-feira, 9 de março de 2012

Aeroporto de Joinville, 30 Anos de Operação Comercial Com Jatos

Introdução

Domingo de chuva fina, feriado municipal de aniversário de 131 anos de fundação da cidade de Joinville, 9 de março de 1982. Nessa época o aeroporto ainda não possuía VOR. O GPS ainda era um sonho distante e o aeroporto contava apenas com dois NDB como auxílio a navegação. Apesar da garoa fina, havia muita gente no aeroporto para testemunhar o momento histórico. Mas, ao contrário de algumas empresas que hoje operam por aqui, a pioneira não decepcionaria. Mesmo com a chuva, por volta de 13h00, pousa no aeroporto o primeiro voo comercial com uma aeronave a jato.

Boeing 737-200 da Varig

Era um Boeing 737-200 da Varig, empresa que retomava os voos para nossa cidade após deixar de operar por algum tempo. Estava inaugurada uma nova era no transporte aéreo em Joinville.


Parte I - Os Primeiros Anos

Até meados dos anos sessenta a Varig operava em Joinville com voos diários ligando a cidade a São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, através dos voos 642, 643, 648, 649, 730, 731, 746, 747, 748 e 749. Nessa época o país tinha perdido algumas empresas aéreas e, entre as restantes, as maiores eram Varig, Cruzeiro, Vasp e Transbrasil. Poucas rotas no Brasil eram feitas com aeronaves a jato e o equipamento que predominava eram as aeronaves turbo-hélice. A Varig utilizava nos voos para Joinville inicialmente os Douglas DC-3 e Curtiss Commando C-46, ambos a pistão, e a partir da década de 60, o Avro-748 (HS-748/BAe-748) apelidado na Fab de Álvaro, turbo-hélice. A Cruzeiro utilizava o Namc YS-11 apelidado na Vasp de “Samurai”. Com a compra da Cruzeiro pela Varig em 1975, a Varig passou a utilizar os “Samurai” em seus voos para Joinville. Eram os voos RG130/131/132/133 que ligavam São Paulo, Joinville e Itajaí. A segunda metade da década de 1970 foi marcada por uma mudança nos equipamentos usados pelas empresas aéreas que passaram a utilizar aeronaves a jato nas linhas domésticas, sendo a única exceção a Varig, que utilizaria os Lockheed Electra II exclusivamente na ponte aérea entre Rio de Janeiro e São Paulo até meados da década de noventa. Como muitos aeroportos não estavam preparados para receber as novas aeronaves, em 1976 o Ministério da Aeronáutica criou o Sitar, Sistema Integrado de Transporte Aéreo Regional, com o objetivo de ligar os pequenos aeroportos aos maiores através de novas empresas que utilizariam aeronaves menores. Também foi uma forma de promover a venda do Bandeirante, EMB-110, primeira aeronave fabricada pela então novata Embraer. Foram criadas as empresas regionais Tam, Votec, Taba, Nordeste e Rio-Sul, sendo esta última a responsável pelo transporte de passageiros nas regiões Sul e Sudeste. Com a retirada de serviço dos últimos Avro e Samurai, o aeroporto de Joinville deixava de ser servido pela Varig/Cruzeiro e a Rio-Sul assumia os voos com seus Bandeirantes. A Infraero, que havia assumido a administração do aeroporto em 1974, iniciou a partir daí a ampliação da pista de pouso para permitir a operação de aeronaves a jato. O piso seria reforçado e a largura da pista passaria a 45 metros mantendo o comprimento de 1640 metros, inalterado até hoje. Durante a reforma da pista o aeroporto deixaria de receber voos comerciais por muito tempo.


Curtiss C-46 PP-VBM da Varig (Acervo do Aeroclube de Joinville)

HS/Avro-748 PP-VDV da Varig (Acervo do Jetsite)

Namc YS-11 PP-CTF da Cruzeiro (Acervo do Jetsite)



  
Gilson Silveira

Joinville Spotting

terça-feira, 9 de março de 2010

Nostalgia - Boeing 737(200/300/500) Varig/Cruzeiro/RioSul

O Boeing 737-200 foi o principal equipamento usado pela Varig nas décadas de 80 e 90 em vôos que ligavam Joinville a Porto Alegre, Florianópolis, Navegantes, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. Em algumas ocasiões estes vôos eram feitos por Boeing 737-200 da Cruzeiro e em raríssimas ocasiões, por Boeing 727-100 também da Cruzeiro. Foram utilizados por aqui até meados de 1996 quando a Varig já estava substituindo-os por versões mais novas como os Boeings 737-300 da Varig e 737-500 da Rio-Sul.




Joinville Spotting